
Há sítios onde vamos treinar.
E depois há locais onde, sem percebermos muito bem como, o ritmo muda sozinho.
Boticas foi exatamente isso durante estes dias.
Saí de lá com a sensação rara de ter encontrado um daqueles lugares onde ainda existe espaço, silêncio e tempo para aproveitar verdadeiramente a bicicleta.
E, hoje em dia, isso vale muito.
Entre estrada, BTT, e-bike, montanha, calor, recuperação e muitos quilómetros pelo meio, acabei por descobrir uma região que sinceramente me surpreendeu mais do que estava à espera.
Porque há destinos que vivem apenas da imagem.
E depois há outros que vivem da sensação que deixam quando vamos embora.
Boticas encaixa claramente no segundo grupo.
ππÊπ ππππ. ππÊπ ππππππππππ.

Uma das coisas que mais gostei nesta experiência foi precisamente a possibilidade de viver a região de formas completamente diferentes.
Estrada.
BTT.
E-bike.
Três bicicletas diferentes. Três formas diferentes de sentir a montanha.
Ao longo destes dias, consegui pedalar em estradas praticamente vazias, explorar trilhos rápidos no meio da natureza, enfrentar longas subidas de e-bike e descobrir miradouros onde apetece simplesmente parar e ficar em silêncio durante alguns minutos.
E talvez seja exatamente isso que mais diferencia Boticas.
Não existe sensação de turismo artificial.
Tudo parece genuíno.
As estradas continuam tranquilas.
As aldeias continuam calmas.
Os trilhos parecem intermináveis.
E a montanha obriga-nos constantemente a abrandar e a olhar em volta.

Hoje fala-se muito de turismo ligado ao ciclismo.
Mas há poucos locais em Portugal onde se consiga juntar tão bem:
Estrada
BTT
Natureza
Recuperação
Gastronomia
Tranquilidade.
Tudo no mesmo espaço.
Sem trânsito.
Sem confusão.
Sem aquela sensação constante de pressa.
Só bicicleta, montanha e tempo.
ππππππππ πππ ππRECEM πÃπ πππ π ππ

Há treinos que ficam na memória pelos números.
E depois há outros que ficam pela sensação.
Durante vários quilómetros, houve momentos em que praticamente dava para contar os carros que apareciam na estrada.
Curvas longas.
Silêncio.
Descidas intermináveis.
E uma sensação rara de liberdade que hoje começa a desaparecer em muitos locais.
Ao longo destes dias, passei também por alguns locais incríveis da região, como o Parque de Boticas e vários miradouros espalhados pela montanha, que acabam por transformar qualquer treino numa verdadeira experiência de descoberta.
Porque às vezes nem é sobre velocidade.
É sobre aquilo que sentimos enquanto pedalamos.
π πππππ, π ππππππππ π π ππππππππÇÃO

Houve dias duros.
Subidas longas.
Calor intenso.
Muitas horas em cima da bicicleta.
Mas é precisamente aí que começamos a perceber o verdadeiro valor destes locais.
A montanha obriga-nos a gerir o esforço de forma diferente.
Obrigam-nos a ouvir mais o corpo.
E faz-nos voltar a valorizar coisas simples:
uma sombra durante a subida, água fresca ou um mergulho na piscina depois de várias horas de treino.
Às vezes isso sabe melhor do que qualquer resultado.

πππππππ πππππ πππ & πππ: ππππππ π ππππππππ πππππππ ππππππππππππ

Ao longo destes dias, fiquei hospedado no Boticas Hotel Art & SPA.
E para quem vive o ciclismo e o desporto outdoor, rapidamente se percebe que existe uma preocupação genuína em criar condições para quem chega da estrada ou dos trilhos.
A possibilidade de guardar as bicicletas num espaço interior seguro transmite uma sensação imediata de confiança.
São detalhes que acabam por fazer diferença quando viajamos com bicicletas de elevado valor e queremos apenas desligar do treino e descansar.

Mas a experiência começava ainda antes de sair para a montanha.
Para quem passa várias horas na bicicleta, o pequeno-almoço nunca é apenas uma refeição.
É o primeiro abastecimento do dia.
E aqui encontrei exatamente aquilo que um atleta procura antes de enfrentar uma jornada longa: opções equilibradas, produtos frescos e energia suficiente para começar o dia sem preocupações.
São pormenores simples, mas que ganham importância quando o plano inclui horas de estrada, trilhos, calor e muita montanha pela frente.
Porque quem vive o desporto sabe que uma boa aventura começa muito antes de colocar o capacete.

Principalmente quando viajamos com bicicletas de estrada, BTT ou e-bikes de valor elevado.
Mas, mais do que isso, existe uma sensação constante de calma.
Piscina.
Spa.
Silêncio.
Boa localização.
Saída direta para estrada e montanha.
Tudo parece pensado para quem procura não apenas treinar, mas recuperar verdadeiramente.
E hoje isso começa a fazer cada vez mais diferença.

π ππππππππ πÁ πÃπ É πÓ πππππ ππππÓππππππ

Cada vez mais acredito que quem procura experiências ligadas ao ciclismo procura muito mais do que altimetria ou segmentos.
Procura equilíbrio.
Boa recuperação.
Boa comida.
Ambiente tranquilo.
Tempo.
Depois de várias horas na bicicleta, acabar o dia no Restaurante Abstrato acabou por fazer parte natural da própria experiência.
Porque recuperar também faz parte do desporto.
E porque há locais onde conseguimos novamente desfrutar das coisas devagar.
Restaurante Abstrato
Bife de Vitela Barrosã com molho de três pimentos, batata frita e salada verde. Um dos momentos de recuperação depois de várias horas de bicicleta e montanha.
πÃπ É πÓ ππππ ππππ ππππ ππ πππππππππ
E talvez tenha sido isso que mais me surpreendeu em Boticas.
Mesmo para quem não pedala, existe uma sensação constante de espaço, tranquilidade e ligação à natureza.
Ao longo destes dias, houve também tempo para parar, caminhar e simplesmente aproveitar a região sem pressa.
O Parque de Boticas acabou por ser um desses locais.
Calmo.
Bem integrado na natureza.
É perfeito para quem procura apenas uma caminhada tranquila, desligar do ritmo diário ou simplesmente respirar um pouco mais devagar.
Hoje fala-se muito de turismo sustentável e turismo de natureza.
Mas depois existem locais que não precisam tentar parecer naturais.
Porque já o são.
E talvez seja exatamente isso que torna esta região diferente.
Há também uma identidade muito própria neste território.
As aldeias, a gastronomia, a ligação à montanha e a forma como tudo continua a acontecer sem pressa ajudam a criar uma experiência difícil de encontrar noutras zonas do país.
Boticas não tenta impressionar.
Limita-se a ser genuína.

Talvez por isso tenha gostado tanto destes dias.
Porque, no meio de tanta correria, redes sociais, eventos, horários e rotina, há locais que ainda nos obrigam a desligar um bocadinho do ruído.
E às vezes só percebemos o quanto precisávamos disso quando voltamos novamente ao silêncio.
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Saio daqui com a sensação clara de que o interior de Portugal continua profundamente subvalorizado para quem gosta verdadeiramente de ciclismo, natureza e desporto outdoor.
E talvez seja isso que mais me surpreendeu.
Boticas não é apenas um destino para quem gosta de andar de bicicleta.
É um destino para quem procura espaço, natureza e tempo para aproveitar aquilo que tantas vezes falta no dia a dia.
Seja numa bicicleta de estrada, num trilho de BTT, numa e-bike ou simplesmente numa caminhada pela montanha.

Porque às vezes aquilo que procuramos não é apenas performance.
É espaço.
Silêncio.
Estradas vazias.
Montanha.
Boa comida.
Pessoas genuínas.
E aquela sensação rara de liberdade que só a bicicleta consegue dar.
Há locais que servem para visitar.
E depois há outros que nos fazem querer voltar.
Sem pressa.
Boticas ficou claramente desse lado.




Camarão de fricassé, com arroz de salsa.
Tarte de castanha e avelã.

Bochechas de porco com castanhas, batata salteada e cebola rosa.





