E depois há aqueles que conseguem juntar tudo isso e criar uma experiência completa.
A Rota de Lafões pertence a esse grupo.
Momento da partida oficial da Rota de Lafões 2026. Da esquerda para a direita: Tiago Soares (Super Talho Vouzelense), Sérgio Branquinho (diretor de prova), João Carlos Ferreira Valério (Presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Frades), Filipe Brito, Diogo (Ciclista Improvável) e José Cerveira (Presidente da União de Freguesias de Oliveira de Frades, Souto de Lafões e Sejães).
Em 2026, participei pela quarta vez neste evento realizado em Oliveira de Frades e voltei a encontrar razões para confirmar aquilo que já pensava das edições anteriores: estamos perante uma das referências do BTT nacional.
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A aventura começou ainda antes da partida.
Com a bicicleta, equipamento, material de filmagem e tudo o que é necessário para mais um fim de semana de BTT, seguimos rumo a Oliveira de Frades.
Ao longo dos anos fui conhecendo melhor a região, as suas gentes e a forma como o Município e a organização acreditam neste evento.
E isso sente-se logo à chegada.
A Rota de Lafões não é apenas uma prova de BTT.
É um projeto que promove o território, dinamiza a economia local e deixa uma marca positiva em quem participa.

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Ao longo dos últimos anos, tenho acompanhado a evolução da Rota de Lafões e também a aposta que Oliveira de Frades tem feito no ciclismo e no turismo de natureza.

Os resultados começam a ser evidentes.
Este ano o evento voltou a bater recordes de participação, mais de 700 inscritos.
A procura foi tão grande que muitos participantes ficaram sem vaga devido às limitações logísticas inevitáveis de uma organização desta dimensão.
Aliás, nos dias que antecederam o evento, recebi mensagens de pessoas a perguntar se conseguiria ajudar a encontrar uma inscrição.
É um sinal claro da notoriedade que a Rota de Lafões conquistou no panorama nacional.
Mais importante do que crescer é crescer mantendo qualidade.
E foi exatamente isso que encontrei.
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Uma das maiores satisfações deste fim de semana aconteceu antes da maratona.
No início deste ano, lancei à organização a ideia de criar uma atividade dedicada às crianças.
A proposta foi imediatamente acolhida e transformada em realidade.

Nasceu assim o BTT Kids.
Ver dezenas de crianças a pedalar, a sorrir e a viver o ambiente do evento foi um dos momentos mais gratificantes de todo o fim de semana.
O melhor indicador do sucesso da iniciativa não foram os números.

Foram os comentários dos pais e das próprias crianças.
No final, os pedidos para repetir a experiência em 2027 começaram a surgir naturalmente.
Se queremos garantir o futuro da modalidade, é precisamente por aqui que devemos começar.
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A zona da partida, junto ao Parque Urbano de Oliveira de Frades, voltou a encher-se de bicicletas, equipas e acompanhantes.
O ambiente era de festa.
Reencontros entre amigos, equipas vindas de vários pontos do país e aquela expectativa que antecede sempre os primeiros quilómetros.

Por trás de tudo isto existe um enorme trabalho de organização, voluntariado e coordenação que muitas vezes passa despercebido a quem participa.
Mas é precisamente esse trabalho que permite que tudo funcione de forma tão natural.
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O percurso deste ano voltou a mostrar aquilo que distingue a região de Lafões.
Subidas exigentes, descidas divertidas, zonas rápidas, passagens técnicas e paisagens capazes de justificar cada quilómetro percorrido.
É verdade que algumas secções já eram conhecidas de anos anteriores.
Mas também é verdade que existem locais que simplesmente não podem desaparecer do percurso.
Fazem parte da identidade da Rota de Lafões.
São aqueles troços que os participantes esperam reencontrar ano após ano.
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Uma das características que mais aprecio na Rota de Lafões é a forma como consegue mostrar o território.
A passagem pela Ecopista do Vouga continua a ser um dos momentos mais agradáveis do percurso.
É uma zona emblemática da região e que ajuda a criar contraste com as secções mais técnicas da prova.
Mas existem outros locais que também ajudam a tornar esta experiência única.
A passagem pela Casa d'Aldeia de Souto de Lafões voltou a arrancar sorrisos aos participantes.
Entre jardins, espaços rurais e uma propriedade cheia de história, a organização consegue transformar uma simples passagem num momento memorável.

O já tradicional "caracol" continua a ser uma das imagens mais características da prova.
E este ano houve novamente aquele detalhe que torna a experiência diferente: passar pelo interior da casa, atravessando a cozinha, algo que dificilmente encontramos noutro evento.
São pequenos pormenores que ajudam a explicar porque tantos participantes regressam ano após ano.
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Quem participa regularmente em eventos de BTT sabe que os abastecimentos podem fazer toda a diferença.
Na Rota de Lafões continuam a ser uma referência.
Qualidade, variedade e uma forte presença dos produtos da região.
Mais do que pontos de apoio, são momentos de convívio que ajudam a recuperar energias e a desfrutar ainda mais da experiência.
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Ao longo do percurso e durante todo o fim de semana, é impossível não perceber o impacto que este evento tem na região.
Hotéis, restaurantes, comércio local e diversos serviços beneficiam da presença de centenas de participantes e acompanhantes.
Quando um evento consegue atrair tantas pessoas, gerar procura acima da oferta disponível e criar vontade de regressar no ano seguinte, deixa de ser apenas uma prova desportiva.
Passa a ser uma ferramenta de promoção territorial.
Oliveira de Frades percebeu isso há vários anos e os resultados estão à vista.
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Nenhum evento cresce sozinho.
Quando chegamos à linha de partida, vemos os dorsais, as bicicletas e os participantes prontos para arrancar. Mas, por trás de um evento que reuniu cerca de 700 participantes, existe muito mais.
Há uma equipa dedicada, dezenas de voluntários, elementos da organização, forças de segurança, bombeiros, equipas de apoio, patrocinadores e parceiros que trabalham durante meses para que tudo decorra com qualidade e segurança.

São eles que garantem a sinalização dos percursos, os abastecimentos, a logística, o controlo dos cruzamentos e todos os detalhes que permitem aos participantes preocupar-se apenas com uma coisa: desfrutar da experiência.
Ao longo destes quatro anos em Oliveira de Frades, fui sempre recebido com enorme simpatia, disponibilidade e profissionalismo.
Esse ambiente humano é uma das razões que me faz regressar.
Porque, no final do dia, não são apenas os quilómetros que ficam na memória.
São as pessoas.
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No final do evento, tive ainda a agradável surpresa de receber um cabaz de produtos regionais oferecido pelo Super Talho Vouzelense.
Mais do que o valor material, fica o simbolismo do gesto.
Uma forma simples e genuína de promover os sabores da região e mostrar a hospitalidade característica destas terras.
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Os sabores de Lafões também marcaram presença na linha de partida, através dos tradicionais cabazes de produtos regionais oferecidos pelo Super Talho Vouzelense.
Depois de quatro participações consecutivas, fica cada vez mais difícil olhar para a Rota de Lafões apenas como uma maratona de BTT.
O que encontrei este ano foi um evento consolidado, com identidade própria, capacidade de inovação e uma ligação genuína ao território que o acolhe.
Como participante, foi mais uma excelente experiência.
Como embaixador, foi um privilégio contribuir para mais uma edição de sucesso.
E, como apaixonado pelo ciclismo, saio de Oliveira de Frades com a mesma certeza de sempre:
Lafões é sempre uma boa desculpa para voltar.
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Um agradecimento à organização da Rota de Lafões BTT, ao Município de Oliveira de Frades, aos voluntários, forças de segurança, bombeiros, patrocinadores, fotógrafos e a todos os participantes que contribuíram para mais uma edição memorável.

Rota dos Lafões afirma-se como uma referência nacional no BTT, não apenas pela qualidade dos trilhos, mas pela capacidade de receber bem quem visita a região.
A todos os que ajudaram a tornar esta edição possível, o meu sincero obrigado.
Um agradecimento especial aos fotógrafos que, ao longo do fim de semana, ajudaram a contar esta história através das suas objetivas.
Luís Rocha, Bruna Santos, Daniela Costa Photography, EJAR Photography e restantes fotógrafos presentes no evento.
Num evento desta dimensão, muitas vezes são eles que conseguem captar os momentos que passam despercebidos a quem está a pedalar.
Obrigado pelo vosso trabalho, dedicação e pela partilha das imagens que ilustram este artigo.






